Saiba sorrir para a vida a fim de que ela seja a sua própria alegria de viver. A partir daí a felicidade estará ao seu lado...
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Hélio Araújo Silvawrote:
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Divulgação Científica In English http://translate.google.com.au/translate?hl=en&sl=pt& helioaraujosilva1952.spaces.live.com/ MULHERES EM MOVIMENTO DIA INTERNACIONAL DA MULHER Hoje é o Dia Internacional da Mulher. Um dia particularmente importante para todas as mulheres do Brasil e do mundo. Um dia verdadeiramente simbólico, que consegue refletir todas e cada uma das conquistas pacientemente alcançadas pelas mulheres no interior da própria odisséia civilizatória. No entanto, face ao próprio simbolismo que esta data encerra, ela não pode ser considerada como mais uma dentre tantas outras datas que costumam ser comemoradas no decorrer de um ano-calendário. Isto porque, a sua carga simbólica é ainda muito mais densa e precisa ser desvelada, principalmente no que tange aos inúmeros desafios que todas e cada uma das mulheres deverão ter de enfrentar pela frente. No ano passado, é possível considerar, por exemplo, que a Declaração dos Diretos Humanos, que universalizou o direito das mulheres, fez 60 anos e que a nossa Constituição Federal, que explicitou tal universalidade, completou 20 anos. Por outro lado, a Campanha de 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres atingiu a sua maioridade, ao completar 18 anos de luta e que a Lei Maria da Penha (Lei n° 11.34), que criou mecanismos para coibir e prevenir a violência doméstica e familiar contra a mulher, também já alcançou dois anos de existência. Na verdade, todos estes instrumentos, atos e movimentos podem ser considerados essenciais para a luta pela igualdade de direitos em nosso país e consegue aglutinar as mulheres de todas as latitudes. No entanto, malgrado todas as comemorações, o que nos entristece é que ainda temos um caminho longo a percorrer. Por um lado, a violência contra as mulheres ainda não acabou, nem tampouco o respeito pelos direitos humanos virou cláusula pétrea no Brasil e no mundo. Então, o que se deve fazer? Deve-se radicalizar a luta pelo respeito à vida e à dignidade. Deve-se fortalecer toda e qualquer ação em favor de uma mudança cultural, educacional e social, que seja capaz de atacar, não apenas a violência, mas a própria idéia de conflito e dicotomia que contribuem para abarcar a violência em suas raízes constitutivas. Ou seja, precisamos fortalecer todas as iniciativas para desconstruir a visceralidade da violência no seio de nossas sociedades. O caminho é certo, ainda é árduo, mas não podemos titubear, nem tampouco perder tempo. Temos de continuar insistindo naquilo que podemos fazer e nas ações sobre as quais é possível construir uma governabilidade. Podemos começar, por exemplo, a utilizar o espaço da educação no seio da família e da cultura. Neste espaço, é certo, poderemos fazer a diferença. Isso porque, neste espaço a ação de cada um de nós é absolutamente relevante e pode contribuir para alavancar a grande diferença. Num certo sentido, por exemplo, se cada um de nós se comprometer, verdadeira e incansavelmente, em inocular o gérmen da paz e da constituição de uma visão diferenciada de mundo, menos egóica e organicamente centrada na dialogicidade do Eu e do Outro, é quase certo que poderemos contribuir enormemente numa mudança cultural mais drástica, e que seja capaz de tornar irreversível a construção da verdadeira cidadania. Como primeiro passo, precisamos sair do terreno do discurso e aprofundar ainda mais o espaço das ações desconstitutivas. Como segundo passo, precisamos acreditar que é possível construir uma cidadania plena, balizada no respeito à dignidade da pessoa humana. Como terceiro passo, precisamos ser capazes de exorcizar todas as formas de violência e discriminação. Só que, para tanto, precisaremos também pensar em confrontar a pobreza. Porque a pobreza também carrega dentro de si o gérmen da iniqüidade. E a violência contra as mulheres também pode ser um subproduto da pobreza e da desigualdade social. E, num momento em que uma crise econômica mundial se delineia como um cenário viável, nós temos de ficar duplamente atentas. Porque a crise pode colocar tudo a perder. Porque pode fazer retroceder todas as nossas conquistas mais caras, a começar pelo aumento da conscientização individual e social pelo fim da violência contra as mulheres. Ou seja, no dia de hoje, em que se comemora o Dia Internacional da Mulher precisamos ficar duplamente atentas. Atentas a qualquer mudança mais profunda na conjuntura e atentas ao nosso papel histórico. Precisamos acreditar que a soma de nossas vontades pessoais e coletivas em favor de um mundo melhor e de uma convivência mais pacífica entre povos, etnias, credos e sexos diferentes é não apenas possível, mas realisticamente desejável. Precisamos, pois, começar a acreditar que cada um de nós pode realmente fazer uma grande diferença. E que cada um de nós pode, de fato, contribuir, ao seu modo e ao seu tempo, para alavancar a utopia da paz entre todos. Basta começar acreditando na mudança pela vontade e pelo comprometimento. E, verdadeiramente, lutar por isso. Ou seja, ESSA É A NOSSA PARTE NA HISTÓRIA... Verônica Freire F. Lima e Silva Coordenadora do Comitê Permanente para Questões de Gênero do MME e Empresas Vinculadas veronica.silva@mme.gov.br veronicalima2003@yahoo.com.br
Mar. 8
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